
Autores: Sofia Moura Furtado, Nuno Rodrigues dos Santos, Jorge Martins, Mário Rito Pereira, António Ginjeira
Instituição: Faculdade de Medicina Dentária - Universidade de Lisboa
Valor da bolsa: 200.00€
Apresentação durante o evento ESE Biennial Congress em Paris, França | 2026-02-10
Resumo:
Objetivo: Este estudo avaliou o impacto do alargamento apical na espessura da dentina da zona de risco em canais radiculares mesiais de primeiros molares inferiores, utilizando imagens de micro-CT.
Metodologia: Dez canais radiculares mesiais de cinco molares inferiores foram instrumentados sequencialmente até os instrumentos ProTaper Next X2 (25/.06v), X3 (30/.07v) e X4 (40/.06v) (Dentsply). Foi realizada uma tomografia de micro-CT (SkyScan 1275) antes do procedimento e após cada um dos alargamentos finais. A avaliação da espessura da dentina na zona de risco foi realizada por meio de uma análise bidimensional com o software DataViewer (Bruker). Utilizando a régua do software, a espessura da parede dentinária da zona de risco (parede distal) nas raízes mesiais dos molares foi medida nos níveis de 2, 3 e 4 mm abaixo da furca. Foram feitas três medições para cada avaliação, e foi calculada a média (em milímetros). Utilizou-se o teste ANOVA com correção de Bonferroni para as comparações (α=0,05).
Resultados: A espessura da dentina na parte distal da raiz mesial (zona de risco) no canal mesiovestibular ao nível de 2 mm abaixo da furca diminuiu de 1,00 mm (±0,20) (pré-operatório) para 0,80 mm (±0,19) (instrumentação até 25/.06v), 0,70 mm (±0,23) (30/.07v) e 0,60 mm (±0,19) (40/.06v) (p<0,05). No canal mesiolingual, a espessura da dentina na zona de risco ao nível de 2 mm abaixo da furca diminuiu de 1,00 mm (±0,25) (pré-operatório) para 0,70 mm (±0,20) (25/.06v), 0,70 mm (±0,20) (30/.07v) e 0,60 mm (±0,20) (40/.06v) (p<0,05). A mesma tendência de diminuição da espessura dentinária foi observada em ambos os canais mesiais nos níveis de 3 e 4 mm. Além disso, a espessura após cada preparação sucessiva tende a diminuir mais ao nível de 2 mm do que aos níveis de 3 ou 4 mm.
Conclusões: Em conclusão, a espessura da dentina na zona de risco diminui apicalmente, com a redução mais significativa a 2 mm e 3 mm abaixo da furca, particularmente no canal mesiovestibular.
