
Duração de 1 hora
Viseu - Faculdade de Medicina Dentária da Universidade Católica Portuguesa
GPS 40.652810 , -7.906010
Orador: Prof. Filipe Moreira
CV do orador:
Médico dentista licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) – 2008.
Pós-graduado em Reabilitação Oral Protética pela FMUC – 2011.
Assistente Convidado do MIMD e da Pós-graduação em Reabilitação Oral Protética da FMUC desde 2011.
Doutorado em Ciências da Saúde pela FMUC – 2022.
Membro do Conselho Científico da Sociedade Portuguesa de Prostodontia e Estética Dentária (SPPED).
Membro fundador e da Direção da Sociedade Portuguesa de Implantologia e Osteointegração (SOPIO).
Resumo:
Os defeitos maxilo-faciais são geralmente de causa congénita ou adquirida.
Embora as técnicas cirúrgicas recentes defendam a intervenção precoce, muitos pacientes mais velhos que apresentam fissura palatina não foram submetidos a cirurgia por terem nascido antes dessas inovações terem ocorrido ou porque, muitas vezes, a cirurgia não é uma opção viável.
A perda de estrutura do palato conduz a inúmeras consequências nefastas como regurgitação de alimentos e fluidos da cavidade oral para a nasal, ruídos nasais e comprometimento da mastigação, bem como sequelas psicológicas. Tais problemas afetam a qualidade de vida relacionada com a saúde oral.
A reabilitação é essencial na reconstrução e no restabelecimento da forma do palato, bem como na reconstituição da separação funcional das cavidades nasal e oral, proporcionando melhoria imediata na inteligibilidade da fala, na ressonância da voz e na deglutição.
Assim, a reabilitação com prótese obturadora do palato constitui uma opção de tratamento não cirúrgico relevante, permitindo restaurar a estética, função e autoestima, devendo o médico dentista estar familiarizado com esta alternativa reabilitadora.
